Compositores: Claudio Russo, Júlio Alves, Rildo Seixas, Dadinho, Manolo, Anderson Lemos e Carlinhos Fionda

Peito aberto qual janela escancarada
Nossa voz aglomerada
Quando o luto se rendeu
A euforia em confere e serpentina
E o nanquim feito vacina assinava o adeus
Oh Deus coroado, pierrot da nostalgia
Desmascarado, deu um baile à fantasia
Contagiado, se vingou da solidão
A alegria pegou o bonde na desforra à tristeza
Era a certeza pelas ruas afinal
Da relação entre amor e carnaval

Da ribalta renasceu a vida
Estampada em listras de cetim
Pode cancelar a despedida
Que a alegria desconhece o fim

Reside em mim, a eterna fantasia de um palco reanimado
Num folhetim, devotos da folia sem pudor e sem pecado
Cantei como se não houvesse amanhã
No abram alas aos heróis da nossa gente
Linha de frente onde nos faltou a luz
A fé do povo na vermelha cruz !
Da saúde a Gamboa.. Yalorixá
Preto rege na batuta, samba pra curar
Bate folha, bate o pé, alivia minha dor
Outra vez Opanijé faz soar esse clamor

Agoô.. meu pai AGÔ Obaluaê
Salve o curandeiro !
Agô meu AGÔ
Velho Omulu baixa no terreiro

Um abraço apertado
Meu sorriso franco
E no peito tatuado
Um amor Vermelho e branco
Foi tanto tempo sem gozar a liberdade
Sou Viradouro vim matar está saudade

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