Integrante da diretoria e ex-diretor de carnaval da Imperatriz Leopoldinense, Wagner Araujo, compareceu ao sepultamento do presidente da verde e branco, na manhã desta quinta-feira, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Ao falar com o site CARNAVALESCO, ele revelou detalhes da relação com Luizinho Drumond e a confiança no trabalho desenvolvido por mais de 30 anos na verde e branco.

“Esse ano, fiz 32 anos de escola, e minha relação com ele sempre foi de respeito ao trabalho. Ele me colocou quando precisava de muita ajuda. A escola tinha sido rebaixada no desfile de 1988 e estava muito desorganizada e desestruturada. Fui para escola com o carnavalesco Max Lopes. Precisava que fosse uma reestruturação radical. Ele não dizia, mas acho que até ele estava meio assustado com o que eu queria fazer. Eu pude fazer o trabalho e a escola ganhou o carnaval em 1989. Com toda pressão que eu tinha e a cobrança na escola, que era contra, tudo acabou com o título”, disse Wagner que ainda completou falando dos outros anos.

“A partir dali, eu tive sempre apoio e a escola teve seu melhor período até 2001. Em 2002, ele voltou e assumiu a presidência. Alguns segmentos precisavam ser renovados, mas não fomos felizes nas trocas. Caímos em 2019 e retornamos ao Especial em 2020. Em nenhum momento, ele desrespeitou minha situação dentro da escola. Em 2020, ele chamou e disse que precisava fazer algumas mudanças e não questionei”.

O diretor comentou que no ambiente de trabalho a relação sempre foi justa mesmo em tempo de discordância de algo.

“Em termos de relacionamento com ele, como pessoa e amigo, não posso reclamar de absolutamente nada. Todos os compromissos e acordos que fizemos com relação ao trabalho foram cumpridos. Quando ele não concordava com algo e tinha argumentação dele, eu concordava porque era o presidente executivo da escola, sem contar os momentos que ele sempre ajudou a escola quando ela precisou”.

Perguntado sobre o futuro da Imperatriz Leopoldinense, Wagner Araujo esclareceu o que pode acontecer, embora, tenha frisado que o momento é de luto por parte da agremiação.

“É uma pena. Não sei como a escola vai se comportar agora. É uma escola de família. É preciso que tenha tempo para eles poderem descansar e assimilar a ausência. Devem ter muita coisa para discutir em termos de negócios e trabalho. Nesse momento, a escola está em segundo plano. Agora, o momento é encontrar um tempo e depois discutir a situação da escola. É um momento triste da história da escola e da família. Aguardar decisões e opinar ser for chamado. É necessário que a família pese, escute e resolva. Eles estão com várias opções. Se continua com a família, quem fica à frente, sabendo das dificuldades financeiras, se não continuam se vão interferir no processo político da escola. A Imperatriz tem eleição ano que vem. O vice-presidente tem opção de fazer nova eleição em um mês ou levar até o ano que vem. Quem é sócio-proprietário tem o direito a se candidatar. Hoje aqui não é o momento de se definir e conversar esse tipo de coisa. Estou dando esse esclarecimento para as pessoas entenderem o que pode acontecer”.

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